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Em
todas as situações patológicas onde esteja ocorrendo
inflamação e/ou infecção, acompanhadas ou
não de déficit de cicatrização, esta será
beneficiada com o tratamento coadjuvante da Oxigenoterapia Hiperbárica.
Haverá incremento na cicatrização e combate importante
nos quadros infecciosos, ocorrendo assim melhores condições
de tratamento, com melhor atuação da antibioticoterapia
por sinergismo, menores procedimentos cirúrgicos, menor tempo de
hospitalização.
A Undersea and Hyperbaric Medical Society, órgão internacional
sediado nos EUA, que congrega médicos hiperbaristas e serviços
hiperbáricos, também é responsável por aprovar
e divulgar todas as situações patológicas que se
beneficiam com tratamento coadjuvante em Oxigenoterapia Hiperbárica.
Aqui no Brasil temos a Sociedade Brasileira de Medicina Hiperbárica.
A partir de 1995, o Conselho Federal de Medicina aprovou as normatizações
da Medicina Hiperbárica em território brasileiro, listando
também algumas indicações.
Abaixo dispomos as indicações no nosso
serviço:
Embolias gasosas: situações causadas por acidentes
de mergulho, com formação de bolhas de gás inerte
nos vários tecidos do corpo. Também para tratamento de embolias
venosas e/ou arteriais provocadas por procedimentos na área de
saúde, como por exemplo: passagem de cateter central, cateterismo
cardíaco, passagem de cateter para diálise, acidentes durante
hemodiálise, etc.
Gangrena gasosa: todas as infecções causadas por
germes produtores de gás.

Intoxicações gasosas: na grande maioria dessas intoxicações
ocorre uma avidez muito grande pela hemoglobina, advindo hipoxemia e hipóxia
importantes.
Feridas com déficit de cicatrização: estimulando
macrófagos, fibroblastos e óxido nítrico.
Enxertos comprometidos ou de risco: por acelerar a neovascularização
e a reepitelização a partir do enxerto.
Pernas e/ou pés diabéticos: tentando quebrar o ciclo
vicioso que se forma entre inflamação, hipoperfusão,
necrose, infecção, devido a vasculopatia e neuropatia diabética.
Úlceras arteriais ou venosas: combatendo sinergicamente
os quadros infecciosos, com os antibióticos indicados para cada
caso, e acelerando cicatrização.
Cotos de amputação infectados ou com déficit de cicatrização
Lesões de partes moles: lesão por esmagamento, isquemias
periféricas, isquemias traumáticas, reimplantes, síndrome
compartimental, vasculopatias.
Escaras de decúbito
Lesões de tecidos moles e/ou ósseos, por radioterapia.
Lesões micóticas.
Osteomielite.
Anemias: nível de atuação justamente pela
liquefação plasmática do oxigênio
Queimaduras térmicas, químicas e elétricas:
devido a grande hipóxia tecidual.
Abscessos intra-abdominais, intracranianos.
Enterorragias nas doenças inflamatórias dos cólons
Fístulas enterocutâneas da doença de Chron
Pneumocrânio
Odontologia: gengivites, periodontites, infecções
pós-enxertos dentários, etc.
Infecções e deiscências cirúrgicas
Síndrome de Fournier.
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